ESTUDO / VIDA CRISTÃ

Estudo / Vida Cristã

Pr. Alexandre Oliveira Chaves

Publicado em 02.03.2005



 

Vivemos num mundo onde tudo é relativo. O absoluto não existe, a realidade e a fantasia se misturam. As pessoas chegaram ao ponto onde a busca pela verdade tornou-se algo de pouca relevância para a grande maioria. O mundo tornou-se um verdadeiro matrix, ou seria um falso matrix? Sei lá tanto faz. Esse tipo de atitude demonstrada na frase anterior é mais comum do que se imagina. O que é algo muito perigoso no tocante as coisas espirituais, pois terá conseqüências eternas.

 

Desde de muito cedo somos bombardeados por mentiras contadas como se fossem verdades. Os contos de fadas, o papai noel, um coelhinho da páscoa que bota ovos, ainda por cima de chocolate! São mentiras aparentemente inofensivas, trazidas até nós por tradição quando somos crianças. Mas, quando nos tornamos adultos, cumpre a sua função pré-estabelecida de fazer com que nossas mentes fiquem cauterizadas para a verdade e preguiçosas para questionar as informações que nos chegam já mastigadas, as quais nos cabe somente engoli-las.    

 

Eu não estou aqui defendendo o fim dos contos infantis. A intenção aqui é de alertar as pessoas com relação a essa filosofia do mundo de tentar descaracterizar a verdade, usando todos os meios possíveis para comunicar mentiras como se fossem verdades. A fim de que a verdade se perca no meio de tantas mentiras. Acrescente a isso um concretismo levado ao extremo, e pronto. É o suficiente para que a verdade absoluta do evangelho torne-se algo relativo para muitas pessoas. II Timóteo 4:3 e 4: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.

 

O fato é que Deus enviou Seu filho unigênito a este mundo, em carne, nascido de uma virgem, para morrer numa cruz, para pagar por todos os nossos pecados, incluindo-nos em seu corpo. E que ressuscitou no terceiro dia pelo poder de Deus. (João 3:16, Mateus 01:18 a 21, Colossenses 02:11 a 15, Atos 02:22 a 24, Romanos 06:06 e 07). Essa absoluta verdade soa como contos de fada ou de papai noel para as mentes que estão cauterizadas, e o concretismo cumpre o seu papel de dificultar o resplandecer da verdade. Pois é difícil crer naquilo que não vimos, naquilo que não é concreto. Já a preguiça mental nos impede de questionar, e se for verdade?

 

Essa realidade tenho podido comprovar em meu dia a dia. Em nosso país, que tem uma cultura cristã, muitas pessoas já conhecem sobre Cristo. Quando o Pai me da a oportunidade de falar do evangelho para alguma delas, gosto de perguntar se elas crêem em Cristo. A resposta normalmente é sim. Outra resposta muito freqüente é “eu creio em Deus”. Então continuo, “você já ouviu dizer que Jesus Cristo morreu pelos seus pecados?” - “Sim”, normalmente ouço. Então continuo: “Que ele morreu para te salvar?” – “sim”, esta é a resposta que ouço com freqüência. Então pergunto: “E você está salvo, você se considera salvo?” A resposta mais freqüente é “nãããão”. “Porque não?” - Pergunto eu novamente. A pessoa não sabe responder.

 

Então pense um pouco, se eu digo que creio em Cristo, se eu sei que ele morreu numa cruz e o motivo da sua morte foi para pagar pelos meus pecados, para que eu pudesse ser salvo, e, efetivamente, ele morreu e ressuscitou, então porque eu não estou salvo? Porque eu não me considero como salvo? A resposta é simples, porque verdadeiramente eu não creio que isso seja verdade. Eu até posso dizer que creio, posso ir à igreja. Mas lá no meu intimo eu não consigo crer que isso possa ser verdade realmente.

 

A  palavra de Deus diz que “...o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho...” (II Coríntios 4:4). Crer em uma pessoa não significa crer que ela existe, mas sim crer no que ela é e no que ela diz. O fato de você constatar a minha existência não significa que você creia em mim. O fato de você crer que Cristo existe não significa que você creia Nele. É preciso que você creia no que Ele diz e no que Ele é. Aí sim, você poderá dizer que crê verdadeiramente em Jesus Cristo. E poderá experimentar  o  poder transformador  do  evangelho  na  sua  vida.

 

Tudo isto que tratamos até agora é para que você possa parar um instante e refletir. E se for verdade? Diante desta reflexão eu gostaria de te dizer algo, Cristo é a verdade. Ele não é  uma  verdade,  Ele  é  a  verdade. E Ele está vivo. Fato do qual eu sou testemunha. E por Ele  estar vivo, você pode ter esperança.

 

Olhe a sua volta, olhe para a criação, o céu, as estrelas, a natureza, sinta o ar penetrando em seus pulmões. Olhe para o universo, tudo isso não é obra do acaso,  como  tentam  te  convencer. Tudo isso foi criado por um Deus, o único Deus verdadeiro, que também nos criou a sua imagem e semelhança, e que viu a  sua criação sucumbir por não dar crédito a sua palavra. Mas esse Deus único e verdadeiro não desistiu de nós, e antes que você  pense  - “ e  agora  o que é que  eu  faço?” - eu gostaria de dizer a você: Ele    fez  tudo! Antes  que  você  tente  subir para  alcançar  o  trono  de  Deus, usando a escada da justiça própria e do esforço humano, eu gostaria de te dizer  que Ele desceu. Desceu no buraco onde o homem se encontra. Porque Ele sabe que o homem não tem condições em si mesmo de se fazer aceitável a ele. E que o homem precisa desesperadamente da Sua graça e misericórdia, que nos faz aceitável a Ele, em Jesus Cristo.

 

Eu  gostaria  de  terminar  com  algo  que    foi  dito  no  começo. Deus enviou seu filho unigênito a este mundo em carne, nascido de uma virgem. E em João 3:16 está escrito: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas  tenha a vida eterna.”

 

Mateus 1:18: “ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando  Maria, sua  mãe, desposada  com  José, antes  que  coabitassem, achou-se  grávida  pelo  Espírito Santo.”

 

Jesus  Cristo  o  filho  de  Deus,  pagou  por  todos os nossos  pecados, pelo sacrifício de si mesmo na cruz.

 

Considerando que  o salário do pecado é  a  morte, como está em Romanos 6:23: “pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus nosso Senhor. E o fato de que Jesus Cristo nunca  pecou, como lemos em Hebreus 4:15: “pois não temos um sumo sacerdote que não possa  compadecer-se das nossas fraquezas, porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.” Ele não deveria ter morrido. Isso só foi  possível, porque Ele assumiu a nossa causa. Ele estava ali nos representando, como o único que tinha condições de pagar a nossa dívida, e muito mais que isso, Ele nos atraiu no seu corpo, a nós e a nossos pecados: “Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim.” João 12:32. De maneira que a morte  do Senhor Jesus foi a nossa morte: “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram.” II Coríntios 5:14. Ele não poderia morrer, pois Ele não tinha pecado, isso só foi possível por nos atrair a si naquele momento.

 

Contudo, com muita alegria no meu coração, eu quero te dizer que a morte não pode detê-lo, o túmulo está vazio. Aleluia! O Senhor Jesus Cristo ressuscitou, Ele está vivo, e na sua ressurreição Ele nos deu a sua vida: “Estou crucificado com Cristo, e já não vivo, mas Cristo vive em mim.” Gálatas 2:20a. Glórias ao Senhor! “Nele também fostes circuncidados com  circuncisão não feita pôr mãos no despojar do corpo da carne, a saber, a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados com ele no batismo, nele também  ressurgistes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos. E a vós outros que  estáveis mortos nos vossos pecados , e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os nossos delitos, havendo riscado o escrito de dívida que havia  contra nós nas suas ordenanças , o qual  nos era contrario, tirou-o do meio de nos, cravando-o na cruz.” Colossenses 2:11 ao 14.

 

Quando, pela graça de Deus, nós cremos em Jesus Cristo e no seu evangelho, mediante a ação do seu Santo Espírito, que nos convence do pecado, obtemos então o perdão dos nossos pecados, porque está escrito em Romanos 6:6 e 7: Pois sabendo isto, que foi crucificado com Cristo o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de não servimos mais ao pecado; porque aquele que está morto justificado está do pecado.”

 

Diante de uma obra tão maravilhosa que o Senhor realizou em seu favor, e em favor de todos nós, diante de tão grande amor, a minha oração ao Pai é para que você se renda e se reconheça pecador diante Dele, para que você possa desfrutar da sua graça e perdão, mediante a obra do Senhor Jesus Cristo na cruz do calvário, e conheça o único Deus verdadeiro, e a seu filho, Jesus Cristo. Amém!


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