ESTUDO / VIDA CRISTÃ

Estudo / Vida Cristã

A. J. Silva

Publicado em 28.05.2008



A.J.SILVA  (09/05/2008)

 

O irmão e filosofo dinamarquês Soren Kierkegaard, do século XIX, afirmou com veemência: “Cristo pediu ‘seguidores’ e definiu precisamente o que queria: que eles fossem sal, dispostos a serem sacrificados... na Dinamarca, o cristianismo marcha em outra melodia... cristianismo é o gozo da vida, tranqüilizado... pela garantia de que a eternidade está acertada”.

 

Esse diagnóstico é exato e tem se alastrado por gerações. A falta de discípulos genuínos tem concebido um cristianismo apático e desumano, desarraigados da cruz e inexpressivo diante da ressurreição. Vivemos uma crise de identidade no seguimento de Jesus. Vivemos como expectadores, assistindo nas arquibancadas da religião a drástica cena que acontece na arena, onde pessoas sofrem a opressão, o abandono, a doença, o espólio dos poderosos. O nosso conforto nos arrebata como tranqüilizante diante de um mundo agonizante e agonizando-se.

 

Os desesperados continuam esperando a luz e o sal da terra. O mundo conclama não por admiradores de Cristo, sendo essa a classe daqueles que nunca viram a Jesus. Mas, procuram as testemunhas ‘oculares’ que alcançaram uma experiência de vida renovada, transformada pelo Espírito da Vida, e com toda a sua existência caminham na semelhança do Salvador deles. Estamos exauridos de parâmetros que nos definam verdadeiramente como discípulos de Cristo, equivocados quanto ao nosso chamado ao discipulado.

 

Seguir a Cristo define o cristão”, afirmou categoricamente o teólogo, Gustavo Gutierrez. A cruz exige renúncias de maneira tal e irrevogável que, ao negar a nós mesmos, voltaremo-nos para os valores éticos, morais e comunitários do reino de Deus. O discípulo autêntico abunda em compaixão por todas as coisas criadas por ‘Elohim’, e no fôlego da vida, preservar todos ser que respira.

 

Caso não afirmemos a legitimidade da força e poder do Espírito, que a tudo renova, não estamos participando da Vida divina e colocamos o ser humano e toda existência em projeto execrável. “Visto como o seu divino poder nos tem dado tudo o que diz respeito à vida e à piedade, pelo pleno conhecimento daquele que nos chamou por sua própria glória e virtude, pelas quais ele nos tem dado as suas preciosas e grandíssimas promessas, para que por elas vos torneis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. E, por isso mesmo vós, empregando toda a diligencia, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, e à ciência o domínio próprio, e ao domínio próprio a perseverança, e à perseverança a piedade, e à piedade a fraternidade, e à fraternidade o amor. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, elas não vos deixarão ociosos nem infrutíferos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, vendo somente o que está perto, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados. Portanto, irmãos, procurai mais diligentemente fazer firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis”. I Pedro 1:3-10.

 

Ser discípulo é ser envolvido com o mundo, sem estar submetido a sua força avassaladora, antes, porém, promovendo a unidade e fraternidade por meio do sacrifício de Cristo. É se opor a toda força contrária à vida, esperança, amor, suplicando ‘venha o teu reino seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus’. Mateus 6:10.

 

Jesus pediu o advento do reino de Deus, enquanto nós pedimos a retardação do mesmo. Ele pedia a comunhão e preferimos o isolamento, por rejeitar cuidar das feridas e mazelas do outro, do nosso próximo. O discípulo que não ama essa Terra é impostor e hipócrita, pois nega os valores do reino e despreza o amor de Deus. Amar ao próximo é andar no máximo no seguimento de Jesus.


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