ESTUDO / AMOR

Estudo / Amor

A. J. Silva

Publicado em 05.06.2008



“Não temas, porque eu estou contigo, não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, eu te ajudo e te sustento com minha destra fiel”. Isaías 41.10.

 

“Não temas” é a mensagem de esperança do evangelho. O fim é o começo. O mundo está mergulhado no receio. Os homens sofrem e fazem sofrer com a mesma magnitude da escala Charles RichterNosso. Todo abalo é provocado pela confusão temerária do não amar. Estamos afogados nos sentimentos e experiências que demoliram a vida com suas frustrações. O medo reina, deixamos de ser pessoas saudáveis e acabamos cooperando passivamente com tudo que pode prejudicar a vitalidade do Espírito.

 

Porque não devemos temer?

A simples declaração tem o respaldo da presença eterna de Deus. Ele mesmo presente nas tribulações de seus filhos e suas criaturas. Refaz todas as coisas pelo seu Filho, com vista ao recomeço para cada um de nós. Dessa forma, sua presença é nosso poder nos destroços da separação, no congelamento da fraternidade, na privação ilegítima da dignidade. As experiências de reconstrução fazem parte da obra de Deus em vidas que passaram por grande infortúnio. Aqueles que foram absorvidos por perdas e privações encontram (e deixam-se ser encontrados) pelo Deus que sofre as perdas e privações junto com os seus. É por meio das experiências de desmembrações que encontramos o Pai de Jesus Cristo, que compartilha juntamente conosco a viva esperança da ressurreição.

 

O medo de perder o que apreciamos acaba por sua vez nos privando do poder de começar de novo. Elas são inevitáveis dentro do plano humano, mas no plano divino somos consolados no temer e para não temer. No fracasso temos a fortaleza do poder de Deus. Quando desamparados pelos homens encontramos a ajuda, proteção, amparo, e o imensurável favor de Deus. Temos por bem aventurados os que choram, porque encontram o constrangimento Divino unido a nossa rotura.

 

Todos os homens convivem com o medo, o medo de ser honesto foi a primeira das reações expostas por Adão no jardim do Éden. Hoje qualquer tendência cândida está condenada pelos pressupostos do burlar. Não somos quem gostaríamos que fôssemos, mas ao querer ser nós mesmos, deparamo-nos com a máscara do medo, não aceitamos nossa natureza e ficamos refém dos conceitos alheios. O pavor que sentimos ao nos encontrar leva-nos ao desespero. A identidade desfigurada tem nos conduzido ao medo sem medida. Nesse estado que se encontra o homem somente o Deus de Jesus Cristo se manifesta incondicionalmente para transformá-lo.

 

Na propriedade da presença do Espírito o temor é extirpado, e somos vitalizados para a vida sem assombros. Na vida vitalizada o homem desapossa dos apetrechos dissimuladores, e vesti-se da candidez renovadora.

 

O Espírito está pronto para nos fortalecer, para ajudar, para sustentar, uma vez que todo o poder se apresentou na encarnação messiânica do filho de Deus. Contra todos os temores e angústias humanos, é notória a renovação diária de todas as coisas no Espírito da Vida. ‘Não te assombres’, ‘não temas’, não são temas abstratos e mesquinhos, mas sim uma realidade universal que necessita ser tragada pela Vida que transborda em meio às fatalidades.


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