ESTUDO / JESUS

Estudo / Jesus

Alessandro Joel da Silva

Publicado em 06.04.2004



“Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte, e for morto, e o pendurares num madeiro, O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em herança.Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro.”  Deut. 21:22,23; Gal 3:13

 

        A cruz é o centro da história do mundo, a encarnação de Cristo e a crucificação do nosso Senhor, constitui o fulcro em torno do qual giram os eventos dos séculos. A cruz é inseparável do evangelho, e o verdadeiro cristão não abre mão da cruz. A cruz autentica o evangelho, é a garantia para os pecadores terem uma nova vida. A cruz simbolizava que o executado era um indigno miserável e culpado, era indigno para viver. Somente homens indignos, pecadores, ofensores, sofreriam a maldição da cruz. A lei dada por Deus a Moisés, determinava que seria ridicularizado, aquele que cometesse um pecado digno de juízo, e que por um dia, pendurado no madeiro, ficaria exposto publicamente.  De fato a cruz é para pecadores e ofensores, o pecado é carimbo de morte. O pecado é uma revolta contra Deus, o estabelecimento de uma independência falsa. A substituição de uma vida “para Deus” por uma “vida para si”.

Por que Cristo se identificou com a cruz, se ela era própria para ofensores? Nós somos os ofensores e os pecadores que cometemos todos os pecados contra Deus. “Quando pecarem contra ti, (pois não há homem que não peque).” II Cro 6:36. Se a cruz identificava o perfil do condenado, miserável, fica claro pela palavra de Deus, que essa cruz era nossa. Todos os homens são dignos de morte. O salário do pecado nunca foi reduzido, não sofre alteração de inflação nem queda na bolsa de valores, seu pregão é único: a morte. Este salário é assinado na carteira de nascimento; a palavra de Deus afirma: “A alma que pecar essa morrerá”. Ezeq. 18:20 ª. A cruz que Cristo assumiu em nosso lugar, nos substituindo, realça a nossa natureza de pecadores, miseráveis, vencidos pelo pecado e afastados de Deus por esta condição. A natureza de Cristo conforme afirma as escrituras, era imaculada, nela não havia pecado. Esta substituição realizada por Cristo em nosso favor, é uma entrega incondicional e irrevogável estabelecida na eternidade antes da criação de tudo o que existe.

Citarei três argumentos bíblicos pelos quais Cristo não precisava morrer: 

1º: Sua natureza Santa: “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus”.Heb. 7:26. A santidade de Cristo está em pauta, ninguém semelhante a Ele. O imaculado que  por decisão própria se misturou com os pecadores, e que, por meio da cruz nos atraiu  no seu corpo, com os nossos pecados, para morrermos Nele. Nós entramos em Cristo na cruz, no seu corpo,  com nossos pecados, e Ele em nós, com graça a vida da ressurreição.

2º: Era o filho de Deus: “E saiu Jesus, e os seus discípulos, para as aldeias de Cesareia de Filipe; e no caminho perguntou aos seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens que eu sou? E eles responderam: João o batista; e outros: Elias; mas outros:um dos profetas. E ele lhes disse: Mas vós, quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, lhe disse: tu és o Cristo”. Mar 8:27-29. Os homens não reconhecem a Cristo até que a operação do Espírito Santo o revele.O pecado leva o homem a viver entenebrecido no entendimento. Reconhecemos méritos e damos títulos a outros homens mas, reconhecer a Cristo, somente pela ação sobrenatural do Espírito.

3º: Os próprios demônios testemunharam dizendo: Jesus é o filho de Deus. “E, tendo chegado ao outro lado, à província dos gadarenos, saíram-lhe ao encontro dois endemoninhados, vindo dos sepulcros, tão ferozes eram que ninguém podia passar por aquele caminho. E eis que clamavam, dizendo: Que temos nós contigo, Jesus, filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?” Mat 8:28, 29. Não há criatura nos céus ou na terra que não admitirá esta verdade: Jesus é o filho de Deus. O filho de Deus se decidiu pela cruz que era minha (nossa)! Que grandeza de amor. Mas nós o rejeitamos como os gadarenos o fizeram, conforme o relato bíblico. A bíblia afirma, “que o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos para que não resplandeça a luz do evangelho de Cristo”. Queremos satisfazer os desejos estabelecidos pelo diabo. Cristo tomou a cruz que era nossa para nos libertar de nós mesmos, dos nossos pecados e do governo do inimigo. Nós estávamos sobre maldição, no entanto, o cordeiro de Deus, Cristo, foi morto antes da fundação do mundo, se fazendo maldição em nosso lugar, nos resgatando da maldição da lei, sendo crucificado no madeiro. A cruz de Cristo é o único transporte diário que devemos utilizar hoje e sempre. A realeza nos céus é para os que tiveram aqui na terra  um trono: a cruz. Nós vestimos o corpo de Cristo com nossos pecados, e Ele nos veste com o eterno brilho de sua vida ressurreta. A cruz é a única escada suficientemente alta para alcançar a soleira do céu. Não há outro sustentáculo mais eficiente do que a cruz, e nada mais abundante que a vida  procedente da ressurreição. Cristo se entregou por nós antes da fundação do mundo, seu sangue verteu para salvar o mais vil pecador. “Sabendo que não foi como coisas corruptíveis , como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, o qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós”.I Ped, 1:18-20. A cruz estava na mente de Deus na eternidade e seu propósito consumátorio foi alcançado agora, nos últimos dias. O pecado não pegou Deus de surpresa. Quando criou o homem, Deus na sua soberania, sabia que o homem iria pecar, por isso, já havia providenciado o meio da salvação em Cristo Jesus. A criação e a redenção eram projetos inseparáveis na eternidade de Deus. O sangue já havia sido derramado a nosso favor.

Surge freqüentemente em nossas mentes a seguinte questão: Porque permitiu Deus que o homem pecasse? Diante disso podemos afirmar: a permissão divina não pode em nenhum sentido ser considerada como consentimento à queda, nem como licença ou permissão para pecar. Deus não interveio por meio do Seu Poder Soberano para impedi-lo. O homem caiu pela sua própria determinação de cometer  pecado. A tentação foi permitida, porque, de nenhuma outra maneira o homem poderia desenvolver-se nem ser aperfeiçoado em sua vida moral. O pecado é culpa única do homem, e assim, é vindicada a bondade de Deus. A cruz é e sempre será a estrada pela qual Cristo, por sua graça, se achega aos homens para o salvá-los. Somente aquele que é alcançado por esta graça sem par experimenta seu real poder. Bem afirmou com estas palavras Charles Spurgeon: “O pecado é soberano até que a soberana graça o destrone”. Uma libertação plena. A cruz foi o instrumento com qual Cristo nos atraiu a si para morrer com meus pecados.

O que essa cruz fez em mim e em você?

Primeiro: Diz a palavra: “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim mesmo”. João 12:32. O instrumento utilizado por Cristo para levantar o homem do poço do pecado foi a cruz. Bem vinda, bem vinda seja a cruz, se Cristo estiver nela e eu nele. O homem em Cristo com seus pecados, e Cristo em nós com sua  vida ressurreta. Segundo: Esta cruz tratou do nosso passado e lapida o nosso presente. “BEM-AVENTURADO aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto”. Sal 32:1. Deus não se esquece do pecador, Ele se esquece do pecado. A nossa morte com Cristo na cruz é o cancelamento de todos os nossos pecados, e o início de uma vida para Deus. Aquele que nunca teve uma cruz, jamais terá uma coroa. Você e eu precisamos tomar esta cruz, se desejarmos fazer parte do reino de Deus. Terceiro: Esta cruz trata com o meu presente e com meu futuro. “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” I Cor 2:2, Gal 6:14. O nosso CCPF (Cadastro Celestial de Pessoa Física), é garantido pela substituição realizada por Cristo na cruz e nossa identificação com ele na morte e ressurreição. Qualquer pregação em nome de Cristo que estirpe a cruz, é uma pregação falsa de um “evangelho falso”. Se houvesse outro caminho para Cristo seguir,  Ele o teria feito.

 A minha glória é a cruz!

 

Abraço do irmão em Cristo, Alessandro Joel.


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