ESTUDO / CRUZ

Estudo / Cruz

Pr. Alexandre Oliveira Chaves

Publicado em 21.01.2008



“Levando sempre por toda a parte o morrer do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos; e assim nós que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossa carne mortal.” 2Cor 10 e 11.
 
Quando olhamos para a igreja brasileira hoje, o que vemos? Sabemos que a dita massa evangélica, cresceu enormemente nos últimos 30 anos, mas o que era para ser algo bom, não nos parece tão bom assim.
Na mesma proporção em que cresce, vemos uma diminuição drástica da percepção dos valores do evangelho como testemunho para a nossa sociedade. Suas tentativas patéticas de passar esses valores, dissociado da vida, transtorna o evangelho num amontoado de regras legalistas, que trazem peso aos cansados, enfermidade aos doentes e prisão aos cativos. Seus lideres fazem uma releitura do projeto babilônico (Babel), e tentam fazem seus nomes notórios, se transformando em homens de negócios megalomaníacos.
 Por outro lado, temos uma banalização do evangelho, qualquer um se da o direito de ser nominado cristão. Na perspectiva primitiva, recebia este nome aquele que havia sido alcançado pela maravilhosa graça, e que expressava em seu viver diário os valores do reino trazidos por esta graça, mediante sua entrega a morte ou a cruz diária, que por sua vez manifesta a vida de Cristo. Esta perspectiva foi substituída pela freqüência dominical, e a audiência televisiva ou quando muito o fato de se conhecer uma doutrina correta. O relacionamento com Aba foi substituído pela ortodoxia do credo, não é difícil em nosso contexto, encontrarmos pessoas que conhecem a doutrina da cruz histórica de cabo a rabo, elas são capazes de expor com habilidade. O difícil é encontrarmos pessoas que estão dispostas por amor a Cristo, a se submeter à cruz diária, que forja o caráter de Cristo em nós, que nos expõe a morte o dia todo, pessoas dispostas a negar a si mesmo. Talvez o que nos falta é isto, a revelação do significado abrangente da cruz, ela não pode ficar no passado somente, no conhecimento literal, mas deve entrar na nossa história e fazer parte da nossa vida diária, para que a vida de Cristo seja manifestada em nós, então o testemunho que o mundo precisa será dado como uma manifestação da vida ressurreta.
Comunhão de filhos com o Pai, negar a si mesmo, viver para Deus, buscar em primeiro lugar o reino de Deus, dar frutos, ser cooperadores, trabalhar mais do que todos, levar o morrer, gozo paz e alegria no espírito, são propostas do evangelho para os filhos e não para os bastardos. Pois a lã não pesa para ovelha. Cristo em nós esperança da glória.
                                                                        Alexandre O. Chaves. (Morango)
          


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